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Esta quinta feira

O facho chega a Nova Deli entre as protestas dos tibetanos exiliados na India

Era un dos percorridos que máis preocupaba aos organizadores despois dos boicots en Londres, París e San Francisco.

Redacción - 18:00 17/04/2008

Despois do acontecido en Londres, París e San Francisco, a capital da India estaba blindada. Quince mil policías custodiaban o percorrido, separado dos poucos curiosos observadores por un valado cuberto con arame con espiñas. Sabíase que a contestación dos tibetanos refuxiados no país (uns 130 mil) ía ser importante.

O camiño que andou o lume foi ben curto e rápido. Setenta atletas foron tomando o relevo, un a un, nos 2,3 quilómetros que percorreu o facho olímpico en Nova Deli.

Ao tempo que o lume percorría a cidade mais noutra parte da cidade, desenvolveuse unha manifestación, na que se pediu a independencia para o Tíbet (e na que foron detidas arredor de 180 persoas), e tamén un relevo alternativo, organizado polos monxes tibetanos que ían portando lámpadas.

Manifestacións por todo o país
As manifestacións contra a chegada do facho desenvolvéronse esta quinta feira por toda a India. Ademais das preto de 180 persoas detidas en Nova Deli, outras 50 foron prendidas en Bombai.

Houbo manifestacións, ao tempo, na rexión de Ladakh, nos Himalaias indios, onde milleiros de persoas, incluídos os monxes, saíron á rúa. Tamén se manifestaron unhas 1.500 persoas en Dharamsala, ao norte do país, lugar no que se refuxia o goberno tibetano no exilio, tamén o Dalai Lama.


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Comentarios (1)

Morcego #1 18/Abril/2008 Morcego
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Um pouco de história:


…Sobre o Tibete, importaria, pois, recordar, neste tempo em que a política de dois pesos e duas medidas é norma e a subversão do direito internacional tenta fazer lei, que se trata de uma região autónoma no seio da China, da qual faz parte há 700 anos. Assim aparecia já nos relatos de viagem de Marco Polo e assim era aquando da proclamação da República por Sun Yat-sen, em 1912.


Aliás, nunca, desde o séc. XIII, nenhum Estado do mundo reconheceu o Tibete como Estado independente. Outra coisa será, na linha das invasões britânicas fracassadas de 1888 e 1903 e do ulterior apoio das potências imperialistas ao movimento separatista estimulado entre os lamas e nobres tibetanos, a utilização do movimento separatista e da questão do Tibete para combater a revolução chinesa e impedir a reunificação do país. São os tempos em que a reacção tibetana fundava, com o apoio da CIA, o “Exército de Defesa da Religião”, desencadeando a guerra de 1959-61. Uma guerra civil que opôs as classes empenhadas na preservação do brutal regime teocrático-feudal então vigente, apoiadas pelo imperialismo interessado na divisão da China, às forças do governo popular e dos empenhadas na preservação do brutal regime teocrático-feudal então vigente, apoiadas pelo imperialismo interessado na divisão da China, às forças do governo popular e dos monges, nobres, escravos e servos comprometidos com a unidade da China e a reforma democrática do Tibete.


Poucos dos que escutam o Dalai Lama saberão que em 1959 os lamas da camada superior e os nobres leigos e seus agentes representavam apenas 5% da população do Tibete, enquanto os servos e escravos correspondiam a 95%. São estes os direitos humanos do Dalai Lama. É claro que hoje o Dalai Lama sacode as sombras do passado, negando o regresso ao Tibete antigo, e dizendo mesmo não querer – para mágoa dos seguidores mais incondicionais – a sua independência…

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