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Normalización lingüística

A mocidade coruñesa aprenderá galego a golpe de rap

Ao obradoiro, destinado a rapaces e rapazas maiores de 14 anos, asistirán García (DKTC), Pinto d'Herbón e Luís 'O Caruncho'.

Redacción - 18:55 22/09/2008

A Asociación Cultural Alexandre Bóveda, coa colaboración do Concello d'A Coruña, organiza un obradoiro de rap regueifa de balde para achegar o galego á mocidade, en especial no seu tempo de lecer, para incentivar a súa aprendizaxe.

A Concellaría de Mocidade, Solidariedade e Normalización Lingüística inclúe este curso no seu programa formativo que presentou na este luns. Ao obradoiro, destinado a rapaces e rapazas maiores de 14 anos, asistirán García (DKTC), Pinto d'Herbón e Luís O Caruncho.

As aulas serán todos os sábados dende o 11 de outubro até o 22 de novembro, agás o 1 de novembro. A inscrición é de balde e pódese realizar no Centro Municipal de Información Xuvenil até o día 8 de outubro.

Exposición galega sobre diversidade inaugurada en Bruxelas
Por outra banda, a exposición itinerante As nosas palabras, os nosos mundos sobre diversidade idiomática chegou este luns a Bruxelas, capital política de Europa, onde foi presentada. A secretaria xeral de Política Lingüística, Marisol López, afirmou que deste xeito o galego convértese no primeiro idioma en "reclamar a diversidade lingüística na UE".


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Comentarios (5)

zecastrocurunha2 #1 23/Setembro/2008 zecastrocurunha2
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O assunto mais importante na Galiza no momento é a nossa língua materna, sem isto estar resolvido nada mais interessa! Não ganho nada por querer reintegrar a minha lingua materna mas há quem viva por ser isolasionista sabendo que está a matar a Pátria GALEGA. Peço desculpa pelo tamanho do texto mas o assunto é fundamental para todos os galegos e galegas.

História do IDIOMA GALEGO

I-Introdução

Temos de diferenciar o que é um idioma materno de uma língua de adopção.
Por exemplo o Galego é um idioma materno para Galegos, Portugueses e de todos os Galaico-portugueses espalhados pelo mundo.
O Galego é o idioma de adopção de Angolanos, Brasileiros, Moçambicanos, São tomenses, Caboverdianos, Macaenses, Timorenses e Guineenses. É também idioma de adopção sem ser oficial em muitos territórios do mundo em especial no antigo Estado Português da Índia.
Um idioma de adopção é uma língua que já existe criada por um povo diferente sendo depois ensinada e implementada a uma região ou a um país.
Pelo contrário um idioma materno é criado durante periodos milenários e representa o expoente máximo da cultura e raizes de um povo.

II-Nascimento do Galego
Quando os romanos chegaram à peninsula Ibérica encontraram um povo com uma origem e dialeto materno comum resultado de culturas milenárias descendentes de celtas, lusitani, cónios e gróvios (mais tarde seriam também assimilados visigodos e suevos) em toda a parte ocidental atlântica.
Dividiram este povo administrativamente em duas províncias a Galécia (em latim Gallaecia ou Callaecia) e a Lusitânia (em latim Lusitania).
A Galécia ficava a norte do rio Douro. A cidade mais importante e capital histórica era Bracara Augusta, a actual cidade Portuguesa de Braga.
A Lusitânia era todo o território do actual Portugal a sul do rio Douro, a província da Estremadura Espanhola e parte da província de Salamanca. A cidade mais importante e capital histórica era Ermita Augusta actualmente a cidade de Mérida na Estremadura Espanhola. Os povos destas províncias romanas tinham já um passado comum o seu dialecto já era muito uniformizado e destinguia-se dos restantes povos da peninsula Ibérica devido à sua matris maioritariamente Celta. O Galego teve uma grande evolução a partir do século II com a assimilação do latim vulgar falado pelos romanos incorporando léxicos como: pré-celtas, celtas, basco, germânicos e provençais.

III-O Galego durante o Reino Suevo
O Reino Suevo teve início no ano de 409 e foi a mais antiga estrutura política das actuais regiões da Galiza , Norte e Centro de Portugal depois da queda do domínio romano. Este Reino é o berço do futuro Reino da Galiza não só pelo contributo da consolidação do galego como as fronteiras desde Reino e a caracterizazão humana ser praticamente a mesma do futuro Reino da Galiza e ainda hoje incluindo o norte e centro de Portugal. Foi o primeiro reino que se separou do Império romano e cunhou moeda. Os suevos eram um povo germânico que entrou no noroeste da Península Ibérica mas com pouca população. Rapidamente tomaram o controlo do território devido à grande capacidade de organização, mas com o seu número reduzido não modificaram grandemente a cultura, pelo contrário foram até assimilados. http://pt.wikipedia.org/wiki/R...
As duas palavras conhecidas mais antigas escritas em Galego cunhadas em pedra “ Pai e Filho” atribui-se à época do Reino Suevo.
Os suevos introduziram o catolicismo no ano de 449 nos territórios a norte do rio Tejo ( Galiza, Norte e Centro de Portugal). http://pt.wikipedia.org/wiki/I...

Mais tarde os visigodos ocuparam o Reino Suevo, mas não alteraram nada a nível de população, língua e cultura, mantiveram as dioceses suevas de Tuy, Braga, Orense, Iria, Bretonha, Lugo, Astorga, Viseu, Coimbra, Idanha e Porto.

IV- O idioma Galego subreviveu durante a invasão muçulmana e a reconquista Cristã

Por volta de 711 quase toda a Peninsula Ibérica foi invadida e ocupada por árabes.
No século VIII a Galiza foi uma zona de guerra até que Dom Afonso um chefe asturiano reconquistou toda a Galiza, Norte e Centro de Portugal aos muçulmanos e foi restabelecido o território, tecido humano e línguistico que tinha existido no Reino Suevo. Nasceu o Reino da Galiza, praticamente com a mesma caracterização do Reino Suevo. Dom Fernando, rei de Leão e Castela, notabilizou-se consolidando as reconquistas e quando faleceu em 1065 reconheceu as diferentes nacionalidades e repartiu os seus domínios pelos filhos: Sancho ficou com o Reino de Castela, Afonso com o Reino de Leão e Astúrias, e Garcia com o Reino da Galiza (e portanto com o condado de Portugal transformado mais tarde em reino independente por não querem depender do rei de Leão e Castela ). Depois de varias lutas entre os irmãos, morto Sancho e destronado Garcia, Afonso VI de Castela ocupa todos os reinos criados pelo seu pai, tornando-se assim rei de Leão, de Castela e de Galiza. Muitos galegos opuseram-se e por isso dois terços da Galiza, o condado de Portugal tornou-se independente.

V-O Idioma Galego durante a ocupação mulçumana e depois da independência de Portugal

O idioma galego continuou a ser o usado pelos povos do antigo Reino Suevo, mesmo durante a ocupação muçulmana da Península Ibérica. Uma língua é o resultado de sentimentos e cultura de um povo durante muitos séculos. O primeiro documento escrito que se conhece em Galego é do século IX. Por isso é considerado oficialmente o galego como idioma desta data. Neste documento perante a qualidade da escrita reconhece-se já como um idioma formado e não um simples dialecto. Essa fase já o galego teria passado há vários séculos. Pela qualidade do documento escrito em galego no século IX pensa-se que o idioma já estaria constituído deixando de ser um simples dialecto pelo menos no século VI.
O galego conhecido internacionalmente com este nome, comum à Galiza e a Portugal, teve pelo menos setecentos anos de existência oficial como língua culta e plena, mas as derrotas que os nobres galegos a norte do rio Minho sofreram ao tomar partido pelos bandos perdedores nas guerras pelo poder em finais do séc. XIV e princípios do XV provoca a colonização da nobreza galega e a dominação castelhana, levando à opressão e ao desaparecimento público, oficial, literário e religioso da língua até finais do século XIX. São os chamados "Séculos Escuros". O galego em Portugal, por seu lado, durante este período gozou de protecção e desenvolvimento livre, graças ao facto de Portugal ter sido o único território peninsular que ficou fora do domínio linguístico do castelhano. Durante pelo menos sete séculos teve uso como língua culta, fora dos reinos da Galiza e de Portugal, nos reinos vizinhos de Leão e Castela. Escrevendo em galego, por exemplo, o rei castelhano Afonso X o Sábio, as suas "Cantigas de Santa Maria". A sua importância foi tal que se considera a segunda literatura durante a Idade Média só depois do Occitano. http://pt.wikipedia.org/wiki/L...

Depois da independência de Portugal os portugueses não mudaram de idioma, continuaram a falar galego. Os próprios portugueses durante séculos ainda se consideravam galegos. http://pt.wikipedia.org/wiki/G...
Portugal era dois terços do Reino da Galiza, a idependência nada teve a ver com o querer separar-se do resto da Galiza mas sim o tornar-se independente de Leão e Castelha que tinham ocupado a Galiza. Desde a independência de Portugal até ao ano1300 , nos reinados de D. AfonsoI, D. SanchoI, D. AfonsoII, D.SanchoII e D. Afonso III os portugueses diziam que falavam GALEGO.
http://pinhoada.blogspot.com/2...

Só o Rei D. Dinis sendo poeta e escritor começou a chamar ao idioma GALEGO-PORTUGUÊS ou GALAICO-PORTUGUÊS. O Idioma continuou a ser o mesmo tanto na Galiza ocupada por Castela como em Portugal independente. http://pt.wikipedia.org/wiki/D...

VI- Séculos escuros tentativa dos Castelhanos extinguirem o idioma galego

Depois de derrotas militares dos galegos com os castelhanos por finais do séc. XIV e princípios do XV assiste-se à colonização da Galiza pelos castelhanos. Os galegos foram oprimidos económicamente e culturalmente, foi extinto o idioma galego pelos castelhanos assiste-se ao desaparecimento público, oficial, literário e religioso da língua.
http://gl.wikipedia.org/wiki/S...
A nobreza galega foi substituída por castelhanos. Os galegos passaram a ser colonizados.
http://gl.wikipedia.org/wiki/L...


Com a extinsão oficial do Galego-Português na Galiza não fazia sentido a língua continuar-se a chamar Galego-Português. O idioma passou a partir daí a chamar-se simplesmente PORTUGUÊS.
Com a extinsão oficial do galego na Galiza:
- O idioma deixou de ser escrito.
- Passou a ser falado só em casa.
- Falado maioritariamente pela população menos culta dos campos.
- Passou a ser um idioma de ouvido sujeito às maiores deturpações.
Quando em finais do século XIX altas personalidades galegas querem salvar a língua, ela não está morta mas tem muitas enfermidades resultantes da opressão castelhana durante séculos. Os galegos falam muito mal o seu idioma materno, está cheio de castelhanices e por não haver escrita muitas das palavras foram deturpadas.
Pelo contrário em Portugal a língua esteve livre de colonização, o galego foi conservado e aprefeiçoado na escrita à oralidade de origem galega/portuguesa. Por isso o IDIOMA GALEGO do SÉCULO XXI é o PORTUGUÊS de HOJE como JÁ o ERA no SÉCULO IX http://www.xornalgalicia...
Em Vieiros: http://www.vieiros.com/blog/am...

VII- A União Europeia obriga o Estado Espanhol a reconhecer as línguas minoritárias

Antes deste direito o galego era proibido. Agora o Estado tenta inventar um dialecto artificial que afaste os galegos dos seus irmãos da fala, negando-nos o direito de recuperar a nossa língua materna. Estão a fazer um crime cultural e colectivo de nos impor a troca do nosso idioma materno por um dialecto artificial de adopção. É o mesmo que obrigar um pai a rejeitar um filho saudável e adoptar um estranho defeituoso. http://br.youtube...
Os galegos têm o direito de receber em canal aberto os canais de televisão portuguesa para ouvirem o seu idioma original actualizado http://br.youtube...
Os galegos têm o direito de influenciar o desenvolvimento da sua língua materna: http://br.youtube...
Há políticos galegos sabem falar galego mas não o defendem http://br.youtube...
Galegos e portugueses têm a mesma origem cultural: http://br.youtube...
A Galiza é uma Nação colonizada . O galego-português na norma internacional é um meio imprescidível para a descolonização da Prátria Galega.
Se no parlamento Europeu oralmente o Português e o Galego são a mesma língua porque será que o Estado espanhol através da RAG quer isolar o galego na norma escrita e não aceita o padrão internacional? E gasta milhões de Euros dos nossos impostos a criar um dialecto padrão isolasionista artificial?

É uma questão política com receio da Galiza ganhar autonomia e força como Nação.
Porque a nossa língua ao contrário do catalão e basco por exemplo tem uma dimensão mundial sendo falada em todos os continentes por cerca de 300 milhões de pessoas e é oficial em 10 países incluindo a Região Autónoma de Macau na China.
Acresce ainda o facto que sem ser idioma oficial é também a língua materna falada e escrita de milhões de pessoas de territórios em vários continentes, com destaque para a Índia no antigo Estado Português da Índia ( Goa, Damão, Diu, Dadrá e Nagar-Aveli) que foi português durante 5 séculos.
É também língua oficial das principais organizações mundiais como na União Africana (onde o espanhol não é), no Mercosul e na União Europeia onde oralmente é reconhecido como galego.
O galego e o português foi a mesma língua oficial falada e escrita em Portugal e na Galiza até os castelhanos a terem extinguido oficialmente na Galiza. Só a reintegração da nossa língua materna faz acabar com a colonização linguística dos galegos. A RAG tenta impor definitivamente a colonização castelhana da língua e isolar os galegos dos povos que falam a nossa língua materna. Tudo porque se teme das vantagens económicas e culturais que a Galiza obtém por entrar num mercado de cerca de 300 milhões de pessoas. Por isso todos os galegos e galegas se devem opôr ao dialecto “portuñol” da RAG. Nós temos como língua materna uma das mais faladas do mundo, não precisamos de a trocar por um dialecto criado artificialmente pela RAG para nos isolar no mundo.
Se na Galiza se continuar a escrever o dialecto “portunhol” da RAG ou o galego-português medieval enfermizado e descaracterizado devido aos séculos escuros de opressão, o galego nunca passará de um dialecto regional isolacionista sem qualquer utilidade e por isso morrerá no tempo. Ficará somente a supremacia do idioma colonizador o castelhano. A Galiza continuará uma colónia espanhola desrespeitada até a sua própria identidade pelos e pelas espanholistas "Rosas Díez" por exemplo. http://br.youtube.com/watch?v=...
Esta senhora nunca falou quando o galego foi proibido na Galiza pelos Castelhanos. Fala agora da constituição do ocupante colonizador castelhano para legitimizar o neocolonialismo da Galiza. A Galiza é uma Nação. Só queremos viver como galegos.
Na Galiza tem de se falar o idioma GALEGO e não portunhol da RAG ou castelhano.

Tino #2 23/Setembro/2008 Tino
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Ablar gayégo lló? Te éra buéna, o!

E se fosen animados a retomar as suas raíces e falar cos seus avós, tíos, curmáns... q viven nas aldeas, a facerlles ver de onde veñen, por exemplo.
O do rap non está mal como complemento.

Carlinhos #3 23/Setembro/2008 Carlinhos
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1# Muito instrutivo o compéndio histórico; nunca poderia imaginar que territórios que desconheço, suponho que por estarem muito afastados da Galiza como ORENSE e BretoÑa, fizessem parte do Reino Galaico-Suevo; acho que tinhas que colar as tuas histórias em todos os jornais de Lisboa ou dedicar-te a editar os artigos da wikipédia. Alias compartilhamos um erro; eu também puxem onte "Afonso X" se especificar que foi Afonso X de Castilla e IX da Galiza.

noaltodomonte #4 24/Setembro/2008 noaltodomonte
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Este tipo de actividades para a mocidade están xenial. A de obradoiros como este que se podian facer por todo o país cos cartiños que vale levar a expo de Marisol xa só a Bruxelas

PatriotaGalego #5 24/Setembro/2008 PatriotaGalego
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A participação e debate em VIEIROS não respeita a liberdade de expressão.
São vários os espanholistas que escrevem palavras obsenas e o acesso não é cortado.
Pelo contrário usuários educados como: Galeguismo, PedraCorado, MinhoGalego, VerdadeiroGalegoaNorte, GalizaLivre, GalegoColonizado, GalizaVerde, ZecastroCurunha, ZecastroCurunha2, XosePinto, ManoelGalego, AntonioSilva, RealistaGalego, Galego2008, LiberdadeGaliza, Independentista e Outros foram cortados do acesso a Vieiros.
O que têm em comum:
- Escrevem em galego na norma Internacional.
- Defendem a autodeterminação para a Galiza com todas as consequências.
- Defendem a paz,são contra todas as formas de violência.
- Apelam à união de todos os galegos pela Pátria, pedindo para olvidar ideologias enquanto a Galiza não for livre dos seus destinos.
- Defendem a cultura e o idioma materno.
Acresce ainda que votações positivas nos seus comentários são feitas mas não aparecem, não se sabe se as negativas são verdadeiras.
Assim não há credibilidade nestes debates.
Depois desta denúncia, devo ser mais um cortado ao acesso a estes debates. Por isso possivelmente não vou poder responder a qualquer questão.

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