O convenio unifica e simplifica a forma de escribir nos oito países que comparten lingua oficial. Os portugueses protestaron, porque muda un 2 por cento o seu léxico.
O presidente brasileiro, Luíz Inácio Lula da Silva, asinou, esta segunda feira, o decreto para promulgación do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que ha unificar e simplificar a forma de escribir nos oito países onde o portugués é lingua oficial.
A data escollida era simbólica, xa que coincidía coa conmemoración do centenario da morte de Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908), escritor en lingua portuguesa, considerado o autor máis universal do Brasil. A sinatura do acordo fíxose na sesión solemne na sede da Academia Brasileira de Letras, en Rio de Janeiro.
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
O Acordo Ortográfico foi aprobado en decembro de 1990 por representantes de Portugal, Brasil, Santo Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Angola e Mozambique. Timor-Leste adheriuse en 2004, após a independencia de Indonesia. Para darlle forza, debe ser ratificado por un mínimo de tres dos oito países que o subscriben. En 2006 ratificárono Santo Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Brasil, e Portugal fíxoo en maio deste ano.
O texto entrará a en vigor no Brasil a partir de xaneiro do ano que vén, e terá unha implantación gradual. Até 2010 non se introducirá nos libros de texto. En 2012 tornarase obrigatorio.
Polémica
Esta última reforma do Acordo Ortográfico non estivo exenta de polémicas, sobre todo en Portugal, onde case o 2 por cento do vocabulario cotián se verá afectado. Pola contra, no Brasil só vai afectar ao 0,5 por cento das verbas empregadas no día a día.
Nom é certo o que diz no subtítulo da notícia: «Os portugueses protestaron...».
Na Assembleia da República, o Acordo Ortográfico foi aprovado por umha maioria amplíssima. A oposiçom ao mesmo é muito minoritária, mas com grande presença social, por estarem a maioria das editoras e sectores muito conservadores e influentes por trás dela.
A porcentagem de portugueses que protestaram é a mesma que a das palavras que mudarão.
o acordo ortográfico fai do portugués unha lingua máis trapalleira ao permitir solucións do tipo "ato" (en vez de "acto") e cousas así... era mellor que os brasileiros se adaptasen ao portugués e non á vice-versa... os brasileiros teñen máis falantes pero a orixe do idioma está en portugal. eu se fose portugués protestaría.
http://emdefesadalinguaportugu...
os contrarios ao acordo ortográfico en portugal case recolleron 100.000 sinaturas... creo que non son tan poucos! ;-)
decatouse alguén por certo de que na publicidade de Vieiros do canal lusofonía hai unha imaxe do Monumento aos descubridores?? Espero que o erro teña que ver coa total ignorancia do responsable (e de todas as demais persoas que non se decataron), porque calquera pode pensar que agora Vieiros fai apoloxía do FASCISMO...
Pois aproveitando a noticia quero lembrar que a revista ANIMAL (Edicións Positivas) publicou no seu número 17 o relato O ALQUIMISTA de Machado de Assis. ¡Que se saiba!
De facto só uma escassíssima minoria de portugueses se opôs ao acordo ortográfico.
Respondendo à (ao) companheir@ alema: não creio que tivessem recolhido tantas assinaturas, contudo, e para lhe dar um exemplo, conseguiu-se mais de 50 000 assinaturas para se salvar o mercado do Bolhão, no Porto, que em termos patrimoniais é infinitamente menos significativo, verdade?
A diferença consistia em o português de Portugal se tornar a médio prazo numa língua com a relevância do Húngaro, ou do Sueco, por exemplo, ou ser uma língua extensa e útil escrita por perto de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, com todas as inquestionáveis vantagens que daí adevêm.
De qualquer maneira: o acordo foi aprovado pela esmagadora maioria do parlamento português e está pronto para entrar em vigor.
Agora só falta a Galiza! ;-)
# ...ou o "Monumento aos Invasores", como lhe chamam os brasileiros.
Com certeza que é bem pouco afortunada, pois confunde a denominada Lusofonia, também conhecida como Galegia, um âmbito linguístico com outro político, o das ex-colónias do finado Império Português.
Porque Vieiros não refere que este acordo foi aprovado por e com uma "delegação de observadores da Galiza" que faziam parte de uma comissão galega da que eram Cargos importantes Carvalho Calero e Jenaro Marinhas. Não é interessante?
A história e o reconhecimento dos que lutaram pelo galego todos estes anos está por fazer...
Mais informação aqui:
http://lusografia.org/ifgp/DR1...
Em concreto o parágrafo:
Considerando que o projecto de texto de ortografia unificada de língua portuguesa aprovado em Lisboa, em 12 de Outubro de 1990, pela Academia das Ciências de Lisboa, Academia Brasileira de Letras e delegações de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, com a adesão da delegação de observadores da Galiza, constitui um passo importante para a defesa da unidade essencial da língua portuguesa e para o seu prestígio internacional;
Ostiaspedrin, Alema...!!!
Se achas que é trapalheiro escrever "ato" em vez de "acto", então escrever "progreso" em vez de "progresso" ou "xaneiro" em vez de "janeiro" (do deus Jano, Janvier, January....) devia-te parecer ultra-mega-supertrapalheiro....!!!
#9, olla a ligazón que dispoñibilizan embaixo da noticia, como relacionada: http://www.vieiros.com/nova/65...
#5 e #8
O dito monumento foi encomendado por Salazar (que o Diabo tenha bem guardado) mas de resto e para além da primária intenção de engrandecimento do regime (por colagem) o dito monumento aos descobrimentos creio reprçsentar bem o canal da Lusoonia de Vieiros. Nenhuma das figuras representadas representa o antigo regime. Muito pelo contrário representa o melhor de Portugal e do espírito português. Sem as figuras que se encontram representadas não existiria Lusofonia, nem Camões, nem Lusíadas, nem Acordo Ortográfico nem nada.
ver link wiki
http://pt.wikipedia.org/wiki/P...
Por favor não tomem a nuvem por Juno e respirem fundo.
Salazar está morto, enterrado e esperemos que não seja clonado.
Portugueses (e Galegos) com os "tomates" bem no siítio, como os que se encontram ali representados são sempre benvindos na minha humilde opinião.
Saudações Lusófonas
As veces, dubido se este é o meu País.
Para os que duvidam de se este é o seu país: o "seu" país não é seu, é de todos os que não duvidamos de que é o nosso país. Não duvide e começará a entender.
"Considerando que o projecto de texto de ortografia unificada de língua portuguesa aprovado em Lisboa, em 12 de Outubro de 1990, pela Academia das Ciências de Lisboa, Academia Brasileira de Letras e delegações de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, com a adesão da delegação de observadores da Galiza, constitui um passo importante para a defesa da unidade essencial da língua portuguesa e para o seu prestígio internacional"
Sinto decirche que AGAL non é un organismo oficial que represente ao país, polo tanto non asinamos nada, o conto eche así.
O de "Lusofonía" paréceme un termo mais que imperialista, e ademais nada axeitado. Lusos nunca foron os habitante do norte de Portugal deica o Douro, eran galaicos, e lusos sí eran os extremeños de España, polo tanto é un termo utilizado por Portugal dun xeito, poderíase dicir, imperialista que representa o poder do centro e sul de Portugal, é dicir Lisboa. De aí o meu alcume, sen ter nada encontra dos portugueses, soamente contra isa actitude.
E insisto Galiza seguramente asuma a ortografía portuguesa, mais co recoñecemento do nome de Galego e a paternidade do idioma aínda que se poida empregar o termo portugués, e a asunción de termos e expresións propias porque cada vez que escoito o de "portugues da Galiza" sinto arrepíos. Vergoña tiña que darlle o presidente de AGAL pronunciar isas verbas.
Polémico? Porque um grupo de portugueses se opõem? Também então seria polémica a Constituição Espanhola e mesmo a queda da ditadura de Franco. Ou não há falangistas hoje que defendem o Generalíssimo?
A Galiza participou nesse debate sobre o Acordo. E não foi graças ao BNG, nem ao PSOE nem ao PP. Nem sequer a Nós-UP.
Reflitam, senhores.
#15 Para os arrepios infundados há solução: mais filmes XXX. Tranquilizam o espírito. Recomendado pelos fabricantes!
é que Galicia non ten porque participar nas pelexas internas doutra lingua, o portugués... xa bastante ten co que ten!
por certo: a quen representan eses "observadores"? que son unha entidade pública, privada ou que? quen son? quen os elixe?
e a leria de sempre: a teima de medir as linguas en función do seu número de falantes! burro grande ande ou non ande ;-)
Amigo Alema,
O "português" e o "galego" são VARIANTES da mesma língua. Não assunto que deva ser indiferente aos galegos o facto de haver uma unidade ORTOGRÁFICA de todas as variantes da nossa língua, verdade?!
#19 aínda non me respondeu a pregunta:
quen son eses "observadores"? a quen representan? son unha entidade pública, privada? quen os elixe?
porque se cadra ao mellor non defenderon ben os intereses dos galegos... quen fiscaliza as súas actividades?
"A diferença consistia em o português de Portugal se tornar a médio prazo numa língua com a relevância do Húngaro, ou do Sueco, por exemplo, ou ser uma língua extensa e útil escrita por perto de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, com todas as inquestionáveis vantagens que daí adevêm."
Ousexa que o Sueco e o Húngaro son lenguas pouco extensas e inútiles... Ousexa que aquí ou se fala inglés, chinés, hindú, castelán ou portugués ou se fala unha lingua pouco extensa e inútil...
#20
Não sou galego e não tenho que responder pelos galegos, mas como português senti-me contente por existirem galegos interessados, não estavam mandatados mas eram os únicos e falavam como galegos, associações galegas e não como Governo ou Academia. Se isso não fosse claro o Presidente da RAG encarregou-se de o tornar claro ao avisar pessoalmente a Assembleia da República que só ele é que representa a Língua!! Mas se as duas não são a mesma coisa porque é que se deu ao trabalho de "corrigir quatro gatos"??
Como diz o velho princípio da Física "A natureza tem horror do vazio" .....
e se a quem compete não tem coragem ou competência de o fazer ... lá vem o supracitado ditado!!
Mas até pode ser que seja uma questão de crença real (de alguns) de que se trata de uma língua diferente. Pois que concordem em discordar. Estipulem a discordância mas não pode haver "perseguições religiosas", que cada um viva a sua verdade como queira. A sociedade é um fenómeno dinâmico e o destino final do Galego será o que os Galegos quiserem.
Seria uma pena se a origem se excluisse do todo, mas nada é impossível e não existem limites para a mente humana e a sua capacidade de auto-convencimento. Cá estaremos todos para ver o resultado!
Saudações Lusófonas
Eu sou português (sou o tipo que leva o ouro de Lisboa ao reintegratas ;-) ).
Os observadores galegos que estiveram presentes são alguns dos filólogos mais conceituados da Galiza, de uma seriedade e mérito inquestionável. Creio que a eleição não é critério para a causa da defesa da língua na Galiza, certo? Para além disso: deveriam ser fiscalizados por quem?...Pela RAG?!..Pelos sucessivos governos da Galiza, que tudo fazem para que o galego seja uma língua inviável em qualquer das normativas?!
"Ousexa que o Sueco e o Húngaro son lenguas pouco extensas e inútiles... Ousexa que aquí ou se fala inglés, chinés, hindú, castelán ou portugués ou se fala unha lingua pouco extensa e inútil..."
Não estou a menosprezar o Húngaro e o Sueco, queria apenas dizer que, é falta visão estratégica ter-se uma língua regional, quando ela pode ser universal. É só!
#22 #23
então os senhores são portugueses? muito bem. e então como é que esses "observadores" galegos não fizeram por obrigar, por exemplo, à inclusão de palavras galegas nos dicionários portugueses? como é que nas gramáticas novas portuguesas não há referência nenhuma ao galego, a sua forma de conjugar os verbos, ao nosso léxico próprio, ao nosso jeito de falar?
é muito giro andar a dizer que galego e português são a mesma língua quando na realidade o que se pretende é fazer do galego mais uma variedade do português!
de qualquer forma, continuo à espera de mais dados sobre o "prestígio" dos "observadores"... e sim, a RAG até agora é a instituição académica que nos representa os galegos, com os seus erros e as suas coisas boas... a RAG e não o Instituto Camões nem a AGAL nem farrapos de gaita.
E a nossa língua já é universal. Obrigado.
Nada é tão detestável como o triunfalismo e a insolidariedade dalgumas afirmações aqui feitas. Simplesmente, não se pode varrer para debaixo do tapete que
- quase 100.000 portugueses, professores e estudantes em maioria esmagadora, se declararam pessoalmente e publicamente contra este Acordo,
- que só um linguista português, João Malaca Casteleiro, defende o Acordo (é autor dele...), e a quase totalidade dos linguistas portugueses o declara deficiente, inoportuno, ou infeliz, ou uma parvoíce,
- que a objecção portuguesa número um é de ordem técnica, já que os «c» e «p» mudos, que vão ser eliminados, têm em Portugal uma função: indicar a abertura da vogal átona anterior (assim, «recessão» lê-se rssaung, mas «recepção» lê-se rsÈsaung; «concessão» lê-se «cõs'saung», mas «concepção» lê-se «cõsÈsaung»); e que a eliminação do «c» e do «p» vai, inevitavelmente, acelerar o fechamento da vogal, um fechamento que exactamente brasileiros e alguns galegos costumam lamentar.
Claro que, a brasileiros, e a alguns galegos (trata-se, julgo, de neo-falantes), esta questão gráfica interessa-lhes a ponta dum corno. Eles pronunciam as vogais átonas sempre abertas. E, como têm de arranjar uns argumentos parvos, acusam os portugueses de «colonialismo» e de outras tontices.
#25
>>como é que nas gramáticas novas portuguesas não há referência nenhuma ao galego, a sua forma de conjugar os verbos, ao nosso léxico próprio, ao nosso jeito de falar?<<
Porque infelizmente os galegos apenas têm o estatuto de observadores. Tenho a certeza (e o desejo) de que uma vez que os galegos se decidam a jogar o jogo, isso acontecerá. Até lá, pergunte-se a si mesmo porque é que algo que leva décadas a fazer havia de ser feito unilateralmente pelos actuais lusófonos, quando pelo menos na aparência das coisas (da representatividade goverativa), os galegos são contra a sua própria presença na Lusofonia???
Todos os que amamos a Galiza e a Lusofonia, faça-me a justiça de pensar que de outra forma não estaria neste forum, temos um sonho de união cultural, e como dizia António Gedeão cantado por Manuel Freire "O sonho comanda a vida"
http://es.youtube.com/watch?v=...
As minhas saudações e que tenha felicidade nos seus próprios sonhos, mesmo que opostos aos meus
"que só um linguista português, João Malaca Casteleiro, defende o Acordo (é autor dele...), e a quase totalidade dos linguistas portugueses o declara deficiente, inoportuno, ou infeliz, ou uma parvoíce,"
Caro, essa é para rir?!
De qualquer maneira, escusa de bater mais no ceguinho, porque já não vale a pena, não é?
P.S. ao #26
Sou português e linguista. Costumo escrever nestes fóruns.
A triste ironia deste Acordo é que os brasileiros continuarão a escrever RECEPÇÃO e CONCEPÇÃO (porque pronunciam aqui o «p») e os portugueses vão passar a escrever RECEÇÃO e CONCEÇÃO.
São centenas as palavras isoladas (e mais os derivados), muitas delas frequentíssimas, em que Portugal e Brasil vão escrever diferentemente. A isto chamam «unificação» de ortografia... E há galegos felicíssimos com esta patranha.
#29
>>São centenas as palavras isoladas (e mais os derivados), muitas delas frequentíssimas, em que Portugal e Brasil vão escrever diferentemente. A isto chamam «unificação» de ortografia... E há galegos felicíssimos com esta patranha.<<
Claro que só podem ficar felizes, porque ficam com a certeza que os regionalismos são respeitados e que, como eles dizem - não vão ser obrigados a falar Lisboetês - (expressão que aliás eu não gosto mas ... paciência)
Como já citei na minha primeira intervenção membros dessa Comissão Galega do Acordo Ortográfico em 1990 foram, entre muitos outros:
http://pt.wikipedia.org/wiki/R...
http://pt.wikipedia.org/wiki/J...
Já agora Membros da Academia galega da língua portuguesa, cuja associação cultural compareceu este ano na Assembleia da República, são, entre muitos outros:
http://www.lusografia.org/amiz...
http://pt.wikipedia.org/wiki/I...
http://pt.wikipedia.org/wiki/A...
Apesar disso, acho que o que importam são os actos, não só os méritos. Os actos destes senhores em defesa da língua foram e são de tirar o chapéu. E vieiros não refere que esse acordo foi realizado com participação galega, que era simplesmente o que eu gostava de comentar....
Caro Sr. "V", conheço os seus argumentos, e como lhe disse noutra ocasião, não concordo com a sua visão catastrofista sobre o acordo ortográfico. Quer que repita a minha argumentação?
Ó Lisboeta,
«Os regionalismos são respeitados»? Deixe-me rir. Você não leu como alguns galegos passaram, desde há tempos, a grafar o seu «galego».
Quando brasileiros e portugueses escrevem (e continuarão a escrever!) «paCtuar», «adaPtar», «paCto», «impaCto», «seCtário» etc., eles grafam (já...) «patuar», «adatar», «pato», «impato», «setário».
«Regionalismos», dirá você. Exibicionismo, meu caro. Ou, para ser simpático, ingenuidade.
Caro Aloquete,
"São centenas as palavras isoladas (e mais os derivados), muitas delas frequentíssimas, em que Portugal e Brasil vão escrever diferentemente. A isto chamam «unificação» de ortografia... E há galegos felicíssimos com esta patranha"
É melhor um acordo com defeitos que nenhum acordo, não concorda?
Morcego,
«Não concordo com a sua visão catastrofista sobre o acordo ortográfico».
Deus o ouça.
V.
Xente como Banhos da AGAL son moi serios e representativos (dito con retranca), toda a xente que trata con el rematan mal, mesmo moreas de reintegracionistas. Esta é a representación? Unha representación dada por si mesmos.
Que veña de novo Penabade, polo menos tiña talante.
Caro Funchal,
«É melhor um acordo com defeitos que nenhum acordo, não concorda?»
É melhor OUTRO Acordo do que ESTE Acordo. Mas os linguistas portugueses não foram sequer consultados. Trata-se da decisão duma ACADEMIA, com um só linguista de algum peso. Um simples exercício de poder. Aqui o idioma é secundário. E o engraçado, sabe, é que eles mesmos o dizem. Pelo menos têm essa sinceridade.
O que me chateia, sabe, é o triunfalismo que aqui aflora. Se o reintegracionismo tiver de depender destes fulanos, pobre dele.
>>Deixe-me rir. Você não leu como alguns galegos passaram, desde há tempos, a grafar o seu «galego».
Quando brasileiros e portugueses escrevem (e continuarão a escrever!) «paCtuar», «adaPtar», «paCto», «impaCto», «seCtário» etc., eles grafam (já...) «patuar», «adatar», «pato», «impato», «setário»<<
Eles não estão incluidos de parte plena no actual acordo ortográfico, foram observadores e o acordo não foi aprovado pela Junta da Galiza. Num futuro acordo, se entretanto já quiserem participar logo se verá o que ocorre. Por enquanto acho que se encontram legitimamente baralhados/eufóricos e é natural que estejam a "dar largas à imaginação"... enquanto não participarem "a sério/com direitos e deveres" parece-me natural que haja excessos, e certamente para qualquer lusófono é mais perceptível do que jogar o actual jogo dos xxx.
"Aloquete" (também "V.") escreve (#26):
"que a objecção portuguesa número um é de ordem técnica, já que os «c» e «p» mudos, que vão ser eliminados, têm em Portugal uma função: indicar a abertura da vogal átona anterior (assim, «recessão» lê-se rssaung, mas «recepção» lê-se rsÈsaung; «concessão» lê-se «cõs'saung», mas «concepção» lê-se «cõsÈsaung»"
Pois, se tal é o caso, em Portugal terão de ré-aprender que perante "ss" é uma vogal fechada ("recessão"), enquanto perante "ç" é aberta ("recepção"). Como em todas as línguas o que se lê são as PALAVRAS, não cada letrinha, o fenómeno que antes era marcado por um "p" já mudo agora será marcado por "ç". ;-)
Noutros casos haverá outras regras, suponho. Sobretudo, a regra de que o primeiro que se aprende é a fala, e depois a escrita. Se o segundo "a" de "adatar" é aberto, mesmo anos antes de escrevê-lo por primeira vez, só o pronunciará fechado quem não seja falante nativo, mas quem aprende português como quem aprende um código estranho.
Digo eu. ;-)
Celso Alvarez Cáccamo
PS:
Também não há nada escrito sobre que na Galiza se DEVA escrever "adatar" ou "adaptar". O Acordo Ortográfico não ordena quais países devam fazer qual ou tal cousa. Simplesmente, ele elimina o número suficiente de diferenças ortográficas como para evitarmos a duplicidade de edições de livros, versões de textos oficiais, programas de software, etc. Que importância terá que tal ou qual texto contenha "adaptar" ou "adatar", se esse texto é versão ÚNICA para todo o âmbito da língua?
Ah, Celso, se o idiomas fossem tão singelos! A regra que diria que em «ação», «eção» e «oção» a vogal átona é aberta teria muitas mais excepções que realizações. Exemplifico com aberração, geração, emigração / cabeção, secreção, tropeção / devoção, emoção, promoção, onde todos os A, E e O átonos são fechados. Dentro de vinte anos, ninguém saberia onde sim e onde não.
Mas nem precisamos de extrapolar. Durante a minha curta vida (a vida será sempre curta...), já ouvi fecharem dezenas de vogais átonas, que alguns de nós ainda mantemos abertas: màgnífico, invàdir, invàsão, gànhar, fràgmento, e fico por alguns casos de «a».
Os próximos poderão ser «pàdeiro», ««pàdaria», «esquècer», «esquècimento», «tèlèmóvel» (como tlfone, tlvisão...). Já se ouve falar em «rpública».
A actual grafia portuguesa com «c» e «p» mudos poderia ser um dique ao descalabro. Mas exactamente ele irá desaparecer.
Tende pois piedade, sobretudo se tiverdes nascido num país em que a sonoridade vocálica está de boa saúde. Tende, pelo menos, o bom gosto de não vos dizerdes felizes.
P.S. a #41
Quando se diz que, em Portugal, A, E e O são «fechados», significa que soam respectivamente «â», NADA e «u».
P.S.2 a #41
Os exemplos «emigração» e «emoção» são inadequados, porque o «e» inicial soa «i». Podem ser substituídos por «reprovação» [rpruvâsaung] e «comoção» [cumusaung]. Desculpai, ó sonorosos galegos. Isto, só ouvido.
Sou contra polémico Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa! Ninguem me pode obrigar a falar e a escrever como os brasileiros, bem sei que os brasileiros são quase 200 milhões, mas a nossa lingua tem vários séculos!Cada macaco no seu galho! o problema está, que ao escrevermos certas palavras como os brazukas, elas perderão o sentido!
Piorno, não somos uma minoria assim tão pequena que está contra o acordo! Lamentávelmente estás mal informado! Nós
queremos falar e escrever em português!
bueno, caros amigos, queda demostrado que si que é un acordo polémico e que non todo o mundo está conforme... :D
outro mal dato para o reintegracionismo
(o segundo foi esta reportaxe da RTP à não perder: http://br.youtube.com/watch?v=... )
Zé, ninguém o vai obrigar a falar como fala. Não sei se já reparou mas, estamos a falar de um acordo ORTOGRÁFICO, que vai entrar em vigor, queira a minoria dos "iluminados", ou não.
Caro Aloquete, não se preocupe que havemos de sobreviver..
Ah, "Aloquete", levamos caminho dum desses intermináveis "diálogos", mais um outro? Pola minha parte não, valha-me Deusa.
No meu país, a "sonoridade vocálica" está "de boa saúde" sobretudo nos falantes urbanitas, como eu. Mas vá para certos dialetos interiores galegos e agudize o ouvido. Eu, claro, como bom urbanita espaÑol, prefiro as vogais clarinhas clarinhas ;-) . Viva México! ;-)
Mas o que me conta (e conheço) da perda das vogais lusas não se limita a esses grupos consonânticos cultos, já vê. É tendência do sistema luso/lisboetês. E quanto menos ligado esteja este sistema ao resto do âmbito lusófono, mais continuará o processo. Mais continuará a associar a "sua" escrita com a "sua" pronúncia. Por isso Portugal precisa da ajuda fonética do Brasil e da Galiza... a meio duma ortografia comum ;-) . Unir, não separar. Escuta o senhor a BBC ou a CNN? Aí encontra DE TUDO: Na BBC, "britânica", sotaques norte-americanos, australianos, índios... Na CNN, "estadounidense", sotaques britânicos, irlandeses, neozelandeses... Fenómeno novo e interessante. Abra-se Portugal aos sotaques, e pronto: ajudaremos a reverter a vossa perda vocálica ;-) .
Mas olhe, olhem também o erro de perspetiva (incidentalmente, digo-lhe uma cousa: apesar de ser urbanita educado originariamente em español, NA MINHA VIDA pronunciei "perspectiva" nem "estructura" em galego, e até em español formal me custa muito, tenho de fazer um esforço de monitorização para pronunciar o /k/):
"Dentro de vinte anos, ninguém saberia onde sim e onde não" [as vogais átonas são abertas ou fechadas].
Homem, calculo que a criança sim que "saberá" quais são abertas e fechadas ;-). Que sejam umas vogais ou outras, essa é outra questão. Que eu lembre, "prática" e "praticar" perderam a consoante mas não a abertura, enquanto o senhor nos explica que outras palavras SEM grupos consonânticos cultos escritos estão fechando igualmente as vogais átonas.
Mas é que NÃO SÃO APENAS AS VOGAIS: depois da queda dum "e" final, por exemplo, é comum já escutar também em "network speech" (RTP) a queda da consoante final!, por exemplo: "provavelmente" => "provavelmén". Que terá aí a ver o Acordo Ortográfico? Lembra alguém o que aconteceu no francês?
Enfim, não confundamos processos fonéticos internos do lisboetês com o Acordo de toda a lusofonia. Segmentos homógrafos ("tele-") JÁ SÃO pronunciados de maneira diferente. Haverá mais formas homógrafas depois do Acordo? Talvez. Olhem para o inglês: "wind [wÍnd] / wind [wáInd]", "address [áedr@s] / address [@drÉs]", "interesting" [ÍntrEstIN] / [IntrÉstIN], etc.
A ortografia é uma convenção para a unificação simbólica duma comunidade linguística (e para outras funções sociais, claro). Ou se está por esta unificação (com o preço identitário que haja que pagar), ou não se está. O resto são justificações. Ainda bem que o Brasil não decidiu optar por cousas como "gentchi" (gente) e "caghu" (carro)! ;-) .
-celso
P.S. Apostila técnica:
Oponho-me profundamente ao sistema de votação de dedinhos aos comentários. Se eu exercesse o meu "direito de voto" contra "Aloquete", alguns comentários dele chegariam a -3. Um par de votos mais, e seriam ocultados, apesar de o seu tom displicente contra "fulanos" reintegracionistas "exibicionistas" que dizem "tontices", etc., conter também algumas ideias humanas. Não ofende quem quer, mas quem pode. Um voto mais ou menos não muda este princípio.
Acabo de utilizar os meus votos para compensar no possível toda essa parvoíce dos votos positivos e negativos.
#26 Aloquete:
«Claro que, a brasileiros, e a alguns galegos (trata-se, julgo, de neo-falantes), esta questão gráfica interessa-lhes a ponta dum corno. Eles pronunciam as vogais átonas sempre abertas.»
O sr. Aloquete desconhece completamente as falas populares galegas, onde soa bem diferente o 'é' pretónico de «recessom» (fechado) do de «recepçom» (bem aberto).
E o que é isso de chamar brasileiros e galegos de neofalantes? Agora só alguns portugueses é que se crêem em posse da verdade linguística, em nome da qual luitam contra a unidade gráfica da língua? Chega de tanto lusocentrismo. Ou diríamos melhor «alfacinhocentrismo»? :p.
Felizmente som bem poucos e muitos deles (nom digo que o sr. Aloquete o seja) ligados a interesses editoriais, lembremos, os principais opositores do Acordo. A grande maioria dos portugueses nom têm essa posiçom tam lusocentrista nem tam catastrofista.
Umha língua que se fala em vários países é património de todas e de todos os seus falantes.
Para o amigo Zemalves #45:
O Acordo foi aprovado na Assembleia da República por umha maioria amplíssima, formada por deputados de todos os partidos. Nom por escrever um 'p' ou um 'c' a mais ou a menos é que se deixa de escrever em português. Na oposiçom ao Acordo Ortográfico vejo bastante conservadorismo.
Só poderia dizer que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, teve um amplo apoio se tivesse havido uma ampla discusão ou um referendo, mas em Portugal, tal como no Euskadi e noutros paises da Europa, o referendo é coisa rara e proibida! Continuarei a escrever como sempre escrevi até aqui! Nunca irei escrever de « fato aquele fato é legal », mas sim « de facto aquele fato é bonito ».
Alema (#46),
A reportagem sobre o galego, de ontem à noite da RTP (em horário nobre), está também online na página do canal. Procure-se «cuidado», e já está.
Essa emissão de «Cuidado com a língua!» poderá ser, do estrito ponto de vista reintegracionista, um desastre. Pelo menos, muito será difícil de engolir. Posso, sim, assegurar que pelo menos um dos autores é pessoa de mentalidade aberta, curiosa, positiva.
Mas o programa, tal como está, tem duas vantagens imensas.
A um português desconhecedor do galego e da Galiza (a larga maioria), informa-o de que o idioma português não nasceu sozinho e que há todas as razões do mundo para ir olhar e escutar do outro lado da fronteira norte.
A um reintegracionista, informa-o de que Portugal está longe, muito longe, de partilhar uma visão reintegracionista, e de que são necessárias muita informação, muita pedagogia - e muita discrição. A «conversão» de Portugal é um caminho ainda longo, onde há que pensar em décadas.
Zemalves #52: Que eu saiba, depois de todas as reformas ortográficas se mantiveram sempre "arcaísmos" gráficos entre a população. As reformas fazem-se para a gente que vem, não para a que já está. Que alguém particularmente escreva "facto" ou "fato" num SMS não é significativo, desde que o Acordo tenha aceitação social e se unifiquem textos portugueses atravês dos vários oceanos do mundo. Calculo que nenhum(a) tradutor(a) da ONU vai arriscar o seu emprego por querer manter "de facto" num texto. O que importa são os textos científicos, jurídicos, técnicos, o software, etc. etc. A criação é algo distinto. Mas calculo também que nenhum(a) poeta do Brasil vai perder a oportunidade de publicar em Assírio & Alvim por manter um trema ou um acentinho.
Olhemos para the bright side of Life: Quanta tinta se vai poupar em todo o mundo numa década em tremas, acentos, hifens e consoantes mudas? Eu diria que milhões de euros. ;-)
Entom, caro Zemalves, 18 anos de discussom (desde 1990!) nom som suficientes?
Nom falou quem nom quijo. Repara se houvo debate, que até os galegos fomos atentamente escuitados na Assembleia da República! Um feito histórico sem precedentes.
Piorno (#51),
1. Você põe o dedo num caso de pronúncia galega (resseçom / recepçom) e exclama triunfante: Olha, as pronúncias galega e a portuguesa são comparáveis. Diga-me: você alguma vez ouviu realmente falar um português?
2. Se você acha que em #26 eu chamo aos brasileiros e aos galegos em geral «neo-falantes», peço-lhe que vá rapidamente ao oculista.
Celso (#48),
Os portugueses escutam, desde há 35 ANOS, várias horas diárias de «sônôridádji bràsilêira». O que é óptimo. Linguisticamente, as telenovelas brasileiras são um encanto de criatividade expressiva e riqueza lexical.
Pois bem: não há a mínima indicação de que a «sunuridád purtuguêsa» se tenha aproximado um milímetro da ultramarina. Suponho, mesmo, que o brasileiro acelerou (ou avalizou) a crescente realização de p. ex. «falámos» como «falâmos», uma evolução morfológica com um alcance de que o senhor, que é linguista, se dará bem conta.
Piorno (#55),
Lá está você com triunfalismos. No dia 7 de Abril de 2008, a Comissão de Ética, Sociedade e Cultura do parlamento português, convidou várias dezenas de organizações (nem todas compareceram, claro), a falarem na sala de reunião das comissões parlamentares(antiga Sala do Senado). Aí falaram dois galegos: um em nome da Agal, outro em nome duma futura Academia. That's all. Nada parecido com 'A Galiza na Assembleia da República'. Isso pode vir um dia, mas não foi ainda, nem nada indica que seja tão cedo.
Se você não fosse tão triunfalista, não era preciso lembrar-lhe estas coisas. E até era mais bonito.
Ouvim falar centenas de portugueses, sr. Aloquete. Até tenho escuitado falar o senhor, ;).
Pronto, ao que parece, ver que as enormes vantagens de um acordo ortográfico som imensamente superiores aos pequenos inconvenientes que o senhor tem sinalado é ser triunfalista. Deduzamos, portanto, que a maioria dos portugueses e dos seus representantes políticos também som triunfalistas.
Agradeço-lhe os conselhos, caro professor. Podia-me recomendar um oculista? De preferência, um que adira ao Acordo Ortográfico... nom vá ser que me meta os dedos nos olhos, ;).
Eu também me permito dar-lhe um conselho. Nom estaria nada mal que rebaixasse o tom agressivo e catastrofista.
Em todo o caso, se os catastrofistas do campo da física de partículas tiverem razom, o mundo acaba daqui a uns meses, com o experimento do Grande Colisor de Hadrões, polo que nom teremos de nos preocupar com Acordos Ortográficos nem farrapos de gaita.
HAHAHAHAHAHA canto tempo para escoitar cousas tais dun reintegrata "Agora só alguns portugueses é que se crêem em posse da verdade linguística, em nome da qual luitam contra a unidade gráfica da língua? Chega de tanto lusocentrismo. Ou diríamos melhor «alfacinhocentrismo»?" Pois ese lusocentrismo ou nacionalismo portugués creou isa tal "lusofonía", que históricamente é imperialista e inexácto e mesmo unha deformidade histórica, e coido que habería que buscar outro pero a mín sí que me gusta o de Galeguia que escoitei por aí XD. Tódolos países teñen nacionalismo, é algo que existe e despois da revolución francesa e algo normal, mais non soio compartir moitos dos termos empregados dese xeito.
Mais estou dacordo co que dí Aloquete cando fala de "A um reintegracionista, informa-o de que Portugal está longe, muito longe, de partilhar uma visão reintegracionista, e de que são necessárias muita informação, muita pedagogia - e muita discrição. A «conversão» de Portugal é um caminho ainda longo, onde há que pensar em décadas".
Pero de todos os xeitos coido que isto é así polos portugueses, o coñecemento que tendes sobor da Galiza é do Douro cara arriba, mais nada. O galego-portugués naceu na terra dos antigos galaicos, as terras que comprenden o Navia, o Miño, o Douro... e que por cuestións históricas, e pola escisión de Portugal agoran son dúas caras da mesma moeda separadas polas fronteiras actuais.
O conto da pronuncia non serve, non che é a mesma tampouco no castellano de España e o da Arxentina, nin o de México, nin Venezuela, nin... Mesmo non é radicalmente distinta a pronuncia andaluza ca pronuncia cántabra.
Mentres tanto, eu seguirei escribindo na norma maioritaria da R.A.G., a maioritaria abrumadoramente. E cando haxa acordo, mais cedo mais tarde a mazá vai caer, empregarei a que se acorde.
Saúdos e boas noites que hai que durmir.
*o coñecemento que tendes sobor da Galiza é do Douro cara arriba
O coñecemento que tendes os portugueses, da propia Galiza e grande dende o Douro cara arriba, no resto de Portugal poucas cousas sabedes.
Isto é o que quería dicir nese apartado pero expliqueime fatal, desculpas.
zemalvez #52 diz:
"Nunca irei escrever de « fato aquele fato é legal », mas sim « de facto aquele fato é bonito »."
Lê o texto do acordo, porque ele não impede que tu continues a escrever "de facto aquele fato é bonito", como seguirá sendo norma(l) no Português europeu. Além disso, quero indicar que é um acordo ortográfico e não obriga a mudar o léxico. Portanto tu vais poder seguir dizendo e escrevendo "bonito" ou "legal" ou "fixe" ou o que quiseres.
Lê o texto devagar e com calma do Acordo Ortográfico, porque ou não o leste, ou não o leste com atenção, mas com preconceitos.
Saúde e leitura.
Por certo gustaríame recoller un anaco da obra do filólogo brasileiro Julio César Barreto Rocha, dentro do asunto referido ao nome do idioma, e tamén ten que ver co imperialismo portugués por certo, e isa "lusofonía"
"O que atrai a atenção, neste caso, é a omissão histórica: como pode um fato tão simples ser mantido obscurecido, como um segredo de alcova, por tanto tempo, afastado dos livros e das discussões? Não podemos continuar fingindo que poucos estudiosos lembram de citar a Galiza quando se referem aos "falantes de português" que há no Planeta [6]. Esta omissão não é, como poderia parecer à primeira vista, fruto de mero esquecimento. Como tudo neste mundo, houve, e de uma maneira diversa continua havendo, bons motivos para "esquecer" este fato, que, analisado, não chega a ser tão estranho assim. A Galiza forma uma nação concreta, que, juntamente com outras várias nações (Castela, Catalunha e o País Vasco), constitui o Estado espanhol. A Galiza é, em tudo, uma espécie de "país dentro de um país", com seus desejos, história, fronteiras, tradições, mártires e lendas diferenciados. A língua também era diferenciada desde o primeiro milênio de nossa era. Logo, trata-se aqui neste texto de fazer constar uma simples anotação: a língua dita "portuguesa" não é verdadeiramente portuguesa. Isto é: não é precisamente autóctone do território português, como se vangloriam por séculos "os pais" dos brasileiros. Durante quase um milênio foi muito interessante para Portugal ignorar a existência da Galiza, pois isto mantinha o mito de que a língua dita portuguesa fora gerada e era originária exclusivamente de seu território, de seus habitantes, que englobavam os primeiros lusitanos. Podiam, assim, com mais vã-glória, jactar-se os governantes, perante o povo, de serem portadores e guardiães do idioma de Camões [7], obtendo a união das gentes e o propósito comum que conforma um Estado-nação. Posteriormente viria a idéia de que levava "seu" idioma a terras as mais distantes do Globo. Não podemos negar a bravura dos aventureiros marítimos, dos tenazes navegadores portugueses. No entanto, por uma questão de respeito à história, deve ser desvelado, com todas as letras, que, na realidade, os portugueses levaram consigo não um idioma próprio, mas a língua galega, o idioma que primitivamente era dos habitantes do Norte da Península, que ficavam para trás, esmagados pela histórica pressão castelhana, que "domou e castrou" os verdadeiros "pais da língua", os quais falam o galego até nossos dias".
Xa calo, abur.
Piorno,
Confesso que me custou tratá-lo com mais deferência vendo-o ler de modo tão, digamos, superficial. Mas não seja por isso.
Fique bem.
Não é verdade que os portugueses protestam contra o acordo ortográfico. O acordo foi aprovado por todos os partidos com grupo parlamentar na Assembleia da República Portuguesa, pelo presidente da República, pelo governo da data de aprovação e pelo governo da data em que o acordo foi feito e merece o apoio da quase unanimidade dos portugueses. Há sempre uma minoria de intelectuais que não concordam. Quando foi feito o último aprefeiçoamento da norma escrita havia muito mais gente em desacordo e hoje é completamente ridículo pensar-se escrever gimnásio em vez de ginásio, pharmácia em vez de farmácia, uhma em vez de uma e por aí fora. A Galiza também teve representantes neste acordo e chegaram mesmo a falar no parlamento português:
http://br.youtube.com/watch?v=...
Aloquete #56:
"Os portugueses escutam, desde há 35 ANOS, várias horas diárias de «sônôridádji bràsilêira». O que é óptimo. Linguisticamente, as telenovelas brasileiras são UM ENCANTO DE CRIATIVIDADE EXPRESSIVA E RIQUEZA LEXICAL" [destaque meu].
Aí falou, senhor ;-): sim, traços étnicos, como o caldo galego. A sua linguagem lembra-me a dos españóis referindo-se à "musicalidad lírica del gallego".
Eu falo de LOCUTORES/AS PÚBLICOS/AS, Aloquete, não fala coloquial. Locutores "autorizados" (no sentido de Bourdieu, acho), os dos informativos e dos debates, que sentem modelos ortofónicos para a fala formal. A CNN e a BBC têm-nos, de toda parte da anglofonia. A TVE, escassamente (alguma pessoa de Canárias, algum correspondente de América do Sul...). A TVG não tem nem sotaques rurais entre os locutores autorizados.
Há sempre gente que não concorda com as mudanças porque a mudança dá trabalho. Só isso.
Acontece que no vídeo abaixo também se pode ver uma minoria de brasileiros em desacordo. Porém os acentos e o trema que falam também existia no português antigo nessas palavras, não tem nada de originalidade dos brasileiros.
http://br.youtube...
A normalização mundial da norma escrita de uma língua beneficia todos é por isso que apoio na Galiza o reintegracionismo. Falar galego e escrevê-lo na norma internacional é obrigatório se queremos uma Galiza respeitada como Nação.